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John William Waterhouse, Diógenes
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Partiu, pleno de ilusão, com blocos e blocos de folhas virgens. Não queria deixar em claro todo e qualquer ínfimo pormenor da sua demanda.
À medida que sentia o pó, o sol e o frio a tatuar-lhe a pele, começou a escrever menos, muito menos. O papel, a pouco e pouco, começou a ter outras utilidades. Para além do que via, apenas interessava o que sentia. E, na repetição dos gestos dos homens, a monotonia começou a roer-lhe a alma.
Um dia, quando a secura dos lábios se tornava quase insustentável, uma mulher, surgindo do nada, ofereceu-lhe água fresca.
Quando retomou o caminho, recobrado, sentiu-o suavizado com as palavras do inesperado poema.
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