terça-feira, 17 de agosto de 2010

(DES)OLHAR

.Salvador Dali, Reloj Blando Herido
.
.
.
Olhavas para ti
E vias
Em pânico
O tempo a escoar
Qual ampulheta
Meteórica
Sem vontade de parar
E não sabias
Desesperada
Que tecla tocar
Para refrear
A angústia premente
Que minava
Continuamente
A verdade instalada
Se ponderasses
Para além do ego
Talvez notasses
Sem desatino
O fio de água
Cristalino
Que corria
Galgando a frágua
Para abraçar
Por inteiro
A razão do seu destino
Então talvez pudesses serenar
.
.
.

59 comentários:

  1. Oi AC, quando estava te lendo fiquei analisando o quanto de mistério tem num olhar. Nesse teu que reflete esse tempo que escoa, parecia que estava vendo a cena do tempo correr e a angústia de querer pausá-lo.

    Muito interessante,
    adorei a imagem!
    bjs

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  2. O olhar que revela o encanto tens na alma...
    Tua sensibilidade é especial.

    Mil beijos querido.

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  3. AC, esse fio de água, o que seria? A nossa essência..que lindo..

    bj

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  4. E desta água, que sacia o interior buscamos beber, beijos amigo.


    Ó tu, Senhor, que do alto
    trouxeste fogo a nossa terra,
    derrama em mim teu amor sagrado,
    chama que o coração me acenda;
    Que permaneça ardentemente, com
    brilho eterno, cintilante; e em canto e
    oração fervente, retorne a ti para
    louvar-te eternamente.

    ValquiriaCalado-valvesta

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  5. "Para abraçar
    Por inteiro
    A razão do seu destino"

    Que lindeza...

    Beijos

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  6. Não resisto e... continua a apetecer-me (des)comentar:

    (Des)cobrir o verdadeiro sentido do (des)olhar
    passa por (des)vendar a tímida vontade
    de não querer parar...
    (Des)ligar o pensamento das angústias
    passa por (des)enlear os nós
    da sôfrega existência...
    (Des)encontrar segundos de serenidade
    passa por (des)multiplicar os desejos
    de tão destinado abraço...

    Se o teu poema permite (des)olhar, o meu comentário serve apenas para te (des)afiar a nunca deixares de poetizar!
    A tua escrita "parece" um fio de água cristalino que não pode deixar de correr, porque alimenta quem não consegue deixar de a ler!
    Como não consegues ver o meu olhar então deixo-te um pouco do horizonte do meu (DES)olhar!

    Beijo

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  7. Às vezes olhamos, olhamos, e não vemos nada.
    Ai amigo, tenho um grande orgulho em ti, quem me dera escrever assim.

    Abraço

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  8. AC querido que encanto de versos... adorei...
    Doces sejam seus dias...beijinhos...
    Valéria

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  9. AC QUE LINDO VERSO AMEI
    OBRIGADA PELA VISITA NO MEU BLOG VOLTE SEMPRE
    ABRAÇO CARINHOSO

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  10. Poema lindo e que faz lembrar uma canção de António Mourão, se não me engano:
    "ó tempo volta pra trás, traz-me tudo o que perdi!"
    Quanta gente gostaría de ver o tempo parar ou mesmo voltar para trás!
    Sendo que não é possível é melhor procurar maneira de "serenar"!

    ***
    Beijos*******

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  11. Um fio de água cristalina a saltitar de pedra em pedra na nossa inconsciência, na nossa inquietação... e nós quase sempre (dis)traídos!
    Maravilhoso!

    Um beijo

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  12. Os medos são como as correntes de água que não podemos estancar.
    A vida de cada um tem destas cambiantes de cor, sonho e sabor.

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  13. Que encanto! tens a capacidade de saber ver e nos transmitir emoções.
    Bjs

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  14. Tão filosófico esse teu poema!
    Nossa angústia diante de nossa finitude...!

    Bj

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  15. Oi AC....

    Que maravilha de poema...eu viajo em cada linha...

    COnsegue passar toda emoção vivida ....

    Bjos!!!

    Zil

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  16. Olá AC!

    Nem sempre conseguimos ver para além de nós, quando tu o que nos interessa somos nós mesmos; só vemos a parte, incapazes de ver o todo.

    Lindamente escrito.
    Um abraço.
    Vitor

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  17. Se ponderasses
    Para além do ego
    Talvez notasses
    Sem desatino
    O fio de água
    Cristalino
    Que corria
    Galgando a frágua
    Para abraçar
    Por inteiro
    A razão do seu destino
    Então talvez pudesses serenar

    Que belezura isso!!!
    abraços,

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  18. Agostinho,
    Como é bela a forma desse olhar para o dia-a- dia. Para sentir, qual areia que se esmaga na mão e esta se esvai, grão a grão, não se sabendo como nem porquê.
    Mas o pânico, a angústia e o desespero não nos levam a lado nenhum. Viver intensamente um dia de cada vez, talvez possa ser a receita.
    Grande abraço amigo.
    Caldeira

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  19. Nossa, que palavas lindas! Realmente tocaram meu interior. Estou te seguindo. Beijinhos!

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  20. O tempo é cruel quando estamos à olhar para alguém que nos disperta tantos sentimentos.

    O tempo é pouco. E você, um grande escritor.

    BeijooO*

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  21. Pois é! Por vezes é díficil mesmo ignorar a louca correria do tempo a escoar, para nos fixar-mos, para além do nosso ego, no fio de água que corre tranquilamente no cumprimento do seu destino. Não é fácil!
    Bonito o seu poema, forte a sua mensagem.

    Bjs
    MariaIvone

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  22. quanta água circula no tempo, se todos abraçássemos o tempo...:)

    bjs

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  23. Qual é o tempo, tempo, e o vento assoviando , tremendo de frio, a culpa é do vento, não culpo o vento, como culpá-lo, nele escuto uma voz, nele ouço tua voz!

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  24. se eu fosse

    a água de um rio
    mesmo pequenino

    para quê pensar

    bastava apenas ir por aí
    a desatinar

    mas olho-me

    e isso faz de mim
    um desolhar

    AC

    desolhemo-nos pois!

    que é a imagem mais profunda

    desta 3ªfeira
    sei lá o quê...porque é Agosto e ainda as cigarras cantam

    um beijo

    manuela

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  25. My God!!! AC, leio e releio seu poema. Não consigo sair daqui. Não consigo tirar meus olhos do fio d´água.Que coisa mais linda, AC!!!
    Olha...muitos bravooooooos para o seu lindo poema e muitos outros por sua sensibilidade.

    Adorei a ilustração. Salvador Dali é tudo de bom.
    Um beijo e obrigada por suas carinhosas visitas.

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  26. Nossa! Que bonito! Eu a senti como se fosse minha... Abção.

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  27. Belíssimo este "(Des)olhar", de tirar o chapéu e aplaudir.

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  28. Estar aqui é sempre delicioso. A cada vinda, uma adorável surpresa, algo que me enriquece.

    Me encanta tua sensibilidade...

    Beijos e boa noite.

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  29. Todas as nossas palavras serão inúteis se não brotarem do fundo do coração. As palavras que não dão luz aumentam a escuridão.

    É fácil amar os que estão longe. Mas nem sempre é fácil amar os que vivem ao nosso lado.

    Madre Teresa de Calcutá

    Bons sonhos e beijos meus!! M@ria

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  30. Muito profundo, sensivel e terno. O tempo pode ser algoz ou aliado, seguindo o fio de agua quem sabe vem a paz...
    Beijos

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  31. Venho do "mar arável" e resolvi invadi-lo por dois motivos:
    - A fotografia do interior,
    - O nome pelo qual se identifica: Interioridades.

    Posta esta breve introdução, digo que gostei dos seus poemas. Gosto de poesia.
    Vi de uma forma breve mas voltarei.

    A escolha do Dalí foi muito feliz, casa muito bem com o poema. Além do mais é surrealista!

    Parabéns!
    Ana

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  32. AC,

    em cada olhar , um novo Olhar.


    Na magia do olhar, sem pressa,descobrimos novas coisas.


    Boa semana,


    Linda Simões

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  33. É carissimo o olhar muitas vezes nós diz muito, pena que nem todos conseguem sentir ou perceber isto.
    beijos.

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  34. AC...

    Em primeiro lugar, que bom que você voltou !

    Em segundo...vou abster-me de comentar depois da maravilha que a JB criou aqui.Somando seu texto e o dela , temos uma obra-prima.Quanto mais leio , menos tenho o que dizer e muito a admirar.

    Sabe,felicidade é, nessa blogosfera tão imensa, ter encontrado vocês dois.

    Lindooooooo(s)!

    Beijos.

    Em tempo : (des)olhar poderia dar-me a chance de reconhecer algo que eu não vira antes e...serenar meu coração.

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  35. Olhar para o essencial é uma forma de passar o tempo sem angústia. E isso faz-se com o coração...
    Um beijo.

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  36. Olá, td bem?
    Acabei de conhecer o seu blog e ADOREI! Já estou seguindo para conferir tudo o que acontece por aqui.

    Tenha uma ótima quarta-feira!

    Beijos

    www.rferragut.blogspot.com

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  37. Lindíssimo poema! Um apelo para olhar para dentro, de onde tudo parte. Lindíssimo, amei!
    Voltarei.
    Beijos,
    Clarisse Silva

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  38. AC ,
    todos seriamos mais serenos se soubessemos olhar a natureza .
    Lindo o poema .

    Um beijo ,
    Maria

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  39. Serenar... abraçando por inteiro a razão do seu destino... sim, acho que pode ser por aí que se deve começar por olhar. Sem fazer grande caso do tempo que sempre acaba por escoar.

    Bjins

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  40. Olá poeta,

    sensibilidade em versos que traduzem a alma em poesia... Obrigada pelo carinho. Um Abraço carinhoso.

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  41. Que serene, nesse (des)olhar.
    Encantada!

    Bjs*

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  42. Sempre encontro lindos poemas por aqui: parabéns!!!
    Beijinhos, muitos!

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  43. AC,
    Amo cada detalhe desse Blog. As postagens, as fotos... é tudo tão bem escolhido, tão agradável.



    Um abraço bem grande. :*

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  44. ... como tens razão AC...
    às vezes andamos tão distraídos....

    Lindissimo o teu poema!
    Lindissimos todos os teus poemas!

    E.... mal tu sabias (e nem eu...) que eu tão depressa pegaria a boleia do apoio que hoje me estendeste lá no meu/nosso canto... rsss...
    - no sítio dos meus/nossos óculos... -
    vai ver ;)))

    Beijos, querido!

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  45. Nossa! perfeito! nosso ego, que porção mais desgraçadamente débil das verdades da vida! Beijo

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  46. Oi!
    Eis a gota que se transforma em um fio, sem fronteiras e segue, sem medo das encostas, e permanece invisível aos olhos de quem não possui a habilidade do sentir!
    Lindo!
    Bjs
    Ser Estranho Ser!

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  47. Lindo texto! Profundo, sofrido...O tempo é tbm um gde dilema para mim...
    seguindo aqui. Bj

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  48. Olá AC passo para agradecer-lhe a visita e para conhecer o seu espaço.
    Lindo poema. Gosto disso de serenarmos a alma, a'liás cerio que é o que mais precisamos.
    Um beijo

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  49. Oi AC.
    Quando o ego nos domina o ponto que parece certo é na verdade incerto.
    Adorei a leveza, me rastou nas tuas linhas.

    Beijo meu

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  50. Este comentário foi removido pelo autor.

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  51. AC

    A ponderação para além do ego... tão necessária para se sobreviver à cegueira que, dentro de cada um, paulatinamente, se vai instalando.

    Este é um grito, feito poema.

    Um beijinho

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  52. Ponderar além do ego... esse é o segredo dos segredos... como ter o Santo Graal entre as mãos.
    Além do ego não há morte, além do ego realmente está o fio cristalino da eternidade.
    Absolutamente brilhante!
    Beijos, poeta!

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  53. Tu me falas em beleza do lado de cá...o que dizer de tudo o que há por aqui? Lindo, lindo...beijão!

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  54. A vida, muitas vezes, não é uma questão de tempo, mas sim, o tempo...
    O tempo que demoramos em cada olhar!
    E, é sem dúvida com esse tempo que serenamos e a vida se torna imensa e bela!

    O teu poema fala desse tempo!

    Beijo:)

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