domingo, 1 de maio de 2016

VIOLETAS

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Em memória de minha mãe
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Já era tarde, mãe
E a translação
Em relógio solar
Deixava sulcos
Cavados e profundos
Na vontade
Do teu respirar.
Ainda falavas
Com vontade
Da Maria menina e moça
Quando, à tardinha
No fontanário
Em apelo de mulher
Trocavas olhares
Dissimulados
Com o príncipe aldeão
E as violetas
Deslumbradas
Davam as mãos
Na elaboração do cenário
Que formalizava
As razões do coração.
O sol já se despedia
Para lá do monte
Mas ainda sentia
No teu olhar
O aroma das violetas
Que engalanou
Naquele fim de tarde
Com emoção e sem tino
O oráculo que descrevia
Num voar de cotovia
A luz do teu destino.

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32 comentários:

  1. Bela homenagem e saudades! bjs, chica

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  2. Uma bonita homenagem.

    No Canadá, celebraremos no próximo domingo.

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  3. Meu caro AC, vossa mãe fez um excelente trabalho. Basta lê-lo para o saber.
    Bonita homenagem.
    Fica um beijinho com amizade e carinho.

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  4. Emocionada, te digo:
    Poema sublime e único!...

    Compreendo e partilho deste sentir poético,caro AC.
    Bravo!
    Beijo.

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  5. Tão bonita esta poesia! Um bom fim de Domingo e uma feliz semana,beijinhos

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  6. Um destino que desabrochou em poesia. Com aroma a violetas.
    Um abraço para o amigo AC e para a sua mãe
    Ruthia d'O Berço do Mundo

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  7. Tão lindo! Em cada palavra está amor e saudade.

    Beijinho meu amigo AC

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  8. O amor constrói as pontes entre o passado e a eternidade...assim para sempre vivenciado e lembrado refaz todo o sentimentos e a terra ficará perfumada pelas novas violetas e iluminada por novas auroras.
    Muito lindo o amor em todas as suas fontes.
    Um abraço

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  9. ~~~
    ~ B e l í s s i m o, AC!

    ~~~ Beijinho. ~~~
    ~~~~~~~~~~~~~~~~~

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  10. Bonitas as tuas palavras, e a forma doce como recordas a tua mae.
    E fiquei a pensar... Essa inocência existe sempre, ontem e hoje, nos primeiros encantos, na incerteza do como fazer, no peso dado aos pequenos gestos, dos sonhos, das esperanças, da timidez...

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  11. Comovente e não consigo escrever mais nada, apenas dar-te um abraço na ou da dimensão deste poema!

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  12. Que lindo. A minha mãe adorava violetas. A minha MÃE, que em mim deixou tanto de si. Um Abraço apertado nesse lindo coração AC.

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  13. Muito bonito. O poema e a homenagem :)

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  14. Uma linda homenagem à mãe, a todas as mães.
    Boa semana

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  15. AC, nem sei que dizer, é tão lindo o seu poema!!!
    Beijinhos, feliz Maio :)

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  16. Lindo poema... me vi transportada para o cenário descrito. O amor, uma vez florescido no coração, vive como violetas, delicadas e resistentes. Também assim é o amor de filha pra mãe, mesmo que a presença material já não exista.
    Abraços!

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  17. Desta vez, AC, deixo-te apenas um longo abraço.

    Nem queria dizer-te
    que conheço bem
    esse sentimento
    esse aperto
    que nos esmaga
    o peito
    mas também
    a doce
    lembrança
    que jamais
    nos sai
    do pensamento.

    Beijinho, AC!

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  18. Bela e sentida homenagem numa construção poética de léxico carregado de simbologia(s) que te/vos une para sempre.
    Bjo, amigo

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  19. Coisa tão bonita a poesia.
    Coisa tão bonita o amor.
    Quando uma e outro se juntam, coisa tão mais bonita ainda.

    Saudades, meu querido.
    Abraços!

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  20. Quando a poesia nos emociona as palavras deixam de fazer sentido.

    Um beijinho grato por este momento.
    Fê

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  21. De volta, li com emoção este poema.
    Deixo um abraço

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  22. Lindissima e sentida homenagem.
    Um abraço
    Maria

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  23. Palavras, para quê?...
    O poema fala por si... com a voz do coração...
    Lindíssimo!
    Beijinho!
    Ana

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  24. Poeta , poder homenagear a mãe desta forma suave e sentida é benção divina . Beijos

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  25. AC
    que bela e sentida homenagem.
    um belo poema tão cheio de sentires.
    comovida fiquei.
    beijinho
    :)

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  26. (peço desculpa, AC, ainda tenho alguma dificuldade em ler poemas em memória de, neste caso "Em memória de minha mãe", sua mãe mas que me lembra a minha que, infelizmente, já partiu)

    Deixo-lhe um beijinho.

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  27. Belissimo!
    Só possível com a pena do coração.

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