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Margarida Cepêda, Ela, o violino e vagas
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Já pouco me interrogo, confesso, quando a onda galga o paredão.
Não somos deuses, somos meros aprendizes de feiticeiro. E, a cada descoberta, ficamos tão eufóricos que, para lá do manto tecido pela vaidade, nada nos é permitido ver. A humildade, condição fundamental de qualquer pretenso equilíbrio, tende a esvair-se, cada vez mais, como se fosse condição dos fracos. Galga a vaga de contabilizar, ganha a gargalhada de possuir. Eliminando, sempre.
Já pouco me interrogo, confesso, quando a onda galga o paredão. Já não leio livros, apenas me interessa o olhar das pessoas. Mas sofro, meu amor e, quase sem me dar conta, teimo em procurar a tua mão.
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Fenômenos extremos da natureza às vezes suscitam fenômenos extremos na mente de quem os observa, não?
ResponderEliminarTenha uma ótima semana!
Olá, AC, bons olhos te vejam, de novo, por cá.
ResponderEliminarA imagem já a conheço bem, deve haver pelo menos meia-dúzia de postais aqui no Interioridades. A última, interrogavas-te sobre com quantas varas se tecia um feiticeiro.
A avaliar pelo presente texto - sempre poético e belo como os anteriores - ainda andas a aperfeiçoar a aprendizagem de bem enfeitiçar.
Que a mão que teimas em procurar, te traga alegria, muita paz e minore o sofrimento.
Um abraço, AC.
Aprender aprender sempre
ResponderEliminarAbraço
O amor é exatamente isso
ResponderEliminarsem nos dar-mos conta namoramos
e as vagas contam pouco
Que maravilha de regresso!!
ResponderEliminarAquele abraço, boa semana
Para quê interrogarmo-nos se ao procurar a mão de alguém que amamos lhe sentimos o bater do coração e entendemos todas as ondas que galgam o paredão?... Tão belo este seu regresso!
ResponderEliminarUma boa semana.
Um beijo.
Oi AC, tudo bom?
ResponderEliminarSai do blogguer com os blogs que tinha pois que já não mais fazem sentido para mim deixá-los à vista e a possibilidade de distorção de quem quiser ver. Talvez inicie outro com maior sentido para mim. Vou sentindo. Quanto ao seu texto adoro sempre ler o que escreves por aqui. Fiquei feliz de te ler. Um abraço!
Volto, depois de um tempo perdido sem cá vir!
ResponderEliminarUm belo panorama do que é ser um 'aprendiz de feiiceiro'.
fica o abraço
Dar as mãos é o melhor que podemos fazer quase sempre. As mãos servem para quase tudo,infelizmente também para o mal, já dizia Manuel Alegre:
ResponderEliminar"Com mãos se faz a paz se faz a guerra
Com mãos tudo se faz e se desfaz
Com mãos se faz o poema ─ e são de terra.
Com mãos se faz a guerra ─ e são a paz.".
Abraço
Um bom regresso amigo AC ! :) ... Há quanto tempo !?... :))
ResponderEliminarÉ sempre um enorme prazer ler-te !
Abraço
Viver é isso que descreves...sem nunca perder a esperança!
ResponderEliminarBeijocas
E a VINDIMA, AC, a vindima?
ResponderEliminarChego aqui e ainda vagueias pelas VAGAS?
Que aconteceu?
:)
Interrogações, quase sempre sem resposta, ou a não satisfazerem, também, já não me seduzem. Prefiro, tal como o senhor, o olhar das pessoas, o dar a mão na confiança.
ResponderEliminarÉ sempre um gosto lê-lo. Grata por me deixar entrar :)
Bom regresso com um excelente texto, como todos a que já nos habituastes!
ResponderEliminarBeijinho AC
Excelente a imagem, já bem conhecida mas sempre apreciada, porque a beleza nunca cansa.
ResponderEliminarNão menos excelente, o texto onde a poesia, dança nas ondas das palavras, pouco se importando com interrogações mais ou menos filosóficas. Que importa que os livros permaneçam fechados, se os olhares se procuram e as mãos se encontram?
Adorei.
Um abraço e uma boa semana
Não lês livros, mas escreves bem. E fazem todo o sentido as tuas vagas!
ResponderEliminarBeijo, AC
Poeta , retorna nos trazendo presente . Obrigada por partilhar tão belo
ResponderEliminartexto . Beijos
Sempre o mesmo prazer de por cá passar!
ResponderEliminarAbraço.
A mão, AC, não lhe percas o calor
ResponderEliminare o sentir na pele a protecção do amor
Agarra-te, pois, à ideia de tê-la
por perto, sobretudo, em noite de vela
Fico contente pelo regresso. Abraço.
Lindíssima inspiração, AC!...
ResponderEliminarEsta... vai ser impossível escapar-me, sem a destacar lá no meu canto qualquer dia... Pura maravilha!...
Beijinho
Ana