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quarta-feira, 20 de janeiro de 2021

DIÁRIO - 8

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Num dia em que se bateram todos os máximos, no que à Covid diz respeito, refugio-me na figura do Miguel, sempre omnipresente, qual raio de luz a alegrar a minha existência. E, peço-vos, sejam clementes com as palavras que lhe dirijo, improvisadas na hora, em jeito de lengalenga, qual avô que, de tão babado, mal consegue esconder o sorriso. E isso é muito bom, podem crer. 
Um dia destes vou começar a soletrar-lhe a cantilena.
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Onde vai o Miguel
De cabelos cor de mel
Com um fio de cordel?
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Vai ao Cabo Espichel 
Munido dum farnel
Ver a onda e o batel.
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Onde está o amigão
Com sorrisos sempre à mão
Inundando o coração?
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Está no colo de sua mãe
A sentir o que é o bem
Que ela vai, mas sempre vem.
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Que é feito do menino
Sendo grande, é pequenino
E me faz fazer o pino?
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Foi fazer um soninho 
E sonhar c'um abracinho
Mãe e pai, nunca sozinho.
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Quem é o rei da brincadeira
Seja ao sol, seja à lareira
A rir de qualquer maneira?
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É o Miguel, podem crer
A sorrir e a comer
É o maior, é bom de ver.
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Não tenho visitado os blogues das pessoas que me são caras, é um facto. Está na altura de o fazer. Até já.
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