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Pintura de Barbara Issa Wagnerovà
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Começas a vacilar, agora que reparas no desmoronar das pontes que alicerçavam este vertiginoso mundo. Não, não vale a penas quereres esconder-te, a mudança irá bater-te à porta. Vai doer, a princípio, principalmente porque ninguém gosta de mudar. Mas, se pensares bem, ela está sempre a bater. Nós é que não a abrimos, convictos de que conseguimos preservar-nos numa qualquer ilha, nem que seja virtual, até a ameaça soçobrar. Mas isso nunca irá acontecer, os corvos estarão sempre por perto. Vá lá, enfrenta os factos. Até porque, para lá das ondas de convulsão, precisaremos sempre de novas pontes para cultivar aquilo que, no fundo, nos faz mover: a esperança. Depois, até as gaivotas demandarem o mar, teremos sempre a filosofia do abraço para nos alimentar.
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