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Descia a rua, em passo gingado, cadenciado pela música dos fones, como se cada movimento fosse tão natural como o respirar.
Entrou na marginal, fintando os semáforos, sempre com a mesma ginga. Depois, num alarde de audácia, contornou as barreiras e desceu para o areal, sempre no mesmo ritmo, como se deslizasse nas notas dum blues muito pessoal.
Quando chegou ao areal fez uma pequena pausa. Descalçou os sapatos de salto alto, adaptou os pés nus à nova textura e, retomando a ginga, encaminhou-se para o lugar onde a água beijava, delicadamente, a areia.
O sol já se despedia, dourando as águas, uma ou outra gaivota sobrevoava o local. Mas ela não se deteve. Entrou na água e, ao primeiro contacto, deu um salto de recusa, enquanto os fones iam pelos ares.
- Porra, que está fria!
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Entrou na marginal, fintando os semáforos, sempre com a mesma ginga. Depois, num alarde de audácia, contornou as barreiras e desceu para o areal, sempre no mesmo ritmo, como se deslizasse nas notas dum blues muito pessoal.
Quando chegou ao areal fez uma pequena pausa. Descalçou os sapatos de salto alto, adaptou os pés nus à nova textura e, retomando a ginga, encaminhou-se para o lugar onde a água beijava, delicadamente, a areia.
O sol já se despedia, dourando as águas, uma ou outra gaivota sobrevoava o local. Mas ela não se deteve. Entrou na água e, ao primeiro contacto, deu um salto de recusa, enquanto os fones iam pelos ares.
- Porra, que está fria!
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