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Margarida Cepêda, Ela, o violino e as vagas
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Gosto de ilhas. Com pontes, com boas pontes, daquelas que, por mais robustas, saibam respeitar o sentido de ser. Só assim as ilhas fazem sentido.
O mar, por vezes, dando correspondência à agitada movimentação das nuvens, cada vez mais carregadas, agita-se desmesuradamente. E ameaça, galga, esforça-se por dar sinais.
A minha ilha não é diferente das outras: nela vive-se, chora-se, canta-se, morre-se. Na minha ilha, contudo, há algo que se solta, que emerge, que apazigua as nuvens que nos ensombram. São pequenas coisas, tecidas em dádivas, em crenças, em partilhas. É pouco, eu sei, é apenas o revisitar da génese de algo que se deseja, mas na minha ilha, por mais que o mar se zangue, o justo nunca paga pelo pecador.
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